Connected TV: uma nova fronteira para a criatividade das agências
A revolução da Connected TV mudou a forma como as marcas se relacionam com os seus públicos, oferecendo oportunidades infinitas aos departamentos criativos das agências de publicidade. Longe de ser uma mera extensão da televisão tradicional, a Connected TV reúne o melhor do mundo da televisão e do digital, abrindo a porta aos criativos para experimentarem novos formatos, uma segmentação mais precisa e uma narrativa muito mais ágil.
Uma nova forma de conceptualizar as campanhas
Não se trata apenas de televisão tradicional, pelo que o departamento criativo já não trabalha a pensar num spot de 30 segundos para chegar a toda a gente. Agora, além da história que queremos contar, temos de pensar em quem está a assistir através de Connected TV e no seu comportamento perante cada um dos ecrãs – smart TV, consolas de videojogos, dispositivos de streaming. Por outras palavras, como uma mensagem deve ser relevante e muitas vezes interativa. Ou seja, os utilizadores de hoje não querem ver um anúncio apenas por ver, mas esperam algo em troca, quer seja clicar para obter mais informações ou fazer uma compra direta.
Personalização e segmentação: A nova visão criativa
Na Connected TV incorporamos os dados, um novo ingrediente na equação criativa que nos permite até pensar em campanhas 100% personalizadas porque, em vez de um único anúncio para toda a audiência da Connected TV, na maioria dos casos, poderemos criar vários anúncios adaptados a diferentes públicos, ao seu comportamento, aos seus interesses e até à sua localização geográfica. Por isso, precisamos de reinventar a produção de uma forma mais modular, de modo a que cada anunciante possa utilizar, conforme preferir, diferentes guiões, imagens e tons para cada um destes segmentos.
Interatividade: o próximo nível de engagement
Outra das principais vantagens da Connected TV é a possibilidade de criar experiências interativas. A equipa criativa pode conceber anúncios que permitam aos espectadores escolher a forma como a história se desenrola, navegar entre produtos dentro do anúncio ou participar diretamente em promoções exclusivas. Este novo nível de engagement faz com que as campanhas deixem de ser algo passivo e passem a ser uma experiência única para o público.
Desafios e oportunidades para os criativos
Contudo, trabalhar para Connected TV também apresenta alguns desafios. A multiplicidade de dispositivos e plataformas implica que o formato seja algo mutável e é necessário compreender, de forma sofisticada, o que funcionará melhor em cada caso. Além disso, o equilíbrio entre privacidade e personalização significa que todos os criativos terão de se distinguir na arte da comunicação respeitosa e ininterrupta. No entanto, a capacidade de perceber em tempo real se uma peça publicitária está a funcionar dá aos criativos a oportunidade de ajustar as peças em tempo real e até de lançar várias ideias para ver se resultam melhor. No final, uma maior agilidade significa aprendizagem contínua, que, se bem utilizada, pode elevar o impacto das nossas peças criativas a níveis inimagináveis.
Conclusão
A Connected TV não é apenas um novo espaço, mas uma nova forma de fazer as coisas. Dá aos departamentos criativos a possibilidade de contar histórias mais interessantes, mais participativas e mais adaptadas a cada indivíduo. As agências que conseguirem tirar partido desta oportunidade sem qualquer problema nos seus processos criativos terão uma grande vantagem no mundo da publicidade de amanhã.
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